Em sua segunda apresentação, David Gilmour faz show memorável e emociona fãs em São Paulo

Crédito: Renata Belich
Crédito: Renata Belich

Em sua segunda noite de shows em São Paulo, David Gilmour, ex-vocalista e guitarrista de uma das bandas de rock mais aclamadas do mundo, a Pink Floyd, arrastou novamente uma multidão de fãs ao Allianz Parque, no Bairro da Barra Funda. Assim como aconteceu um dia antes, cerca de 40 mil pessoas estiveram presentes no local.

Com apenas 10 minutos de atraso, o astro entrou no palco às 21h10, ao som de “5 AM”, faixa de seu álbum mais recente, “Rattle That Lock”. Ainda nos primeiros minutos de apresentação, parte das pessoas presentes, quem estava na pista ou arquibancadas, tiveram dificuldades em enxergar o músico, já que o único telão, localizado no centro do palco, transmitia alguns elementos gráficos.

Já na terceira música, “Faces Of Stone”, foi que as imagens finalmente se voltaram ao britânico. A resposta do público veio de imediato: gritos e um mar de luzes transformaram o estádio.

Apesar de preencher com o público cada parte do estádio, mesmo em carreira solo, é possível sentir uma grande carência dos fãs com relação à extinta Pink Floyd. Alguns momentos mornos durante as faixas solos de Gilmour, são imediatamente substituídos por lágrimas e gritos eufóricos quando as músicas da banda britânica são tocadas. Fato constatado durante a execução dos dois primeiros clássicos “Wish You Were Here” e “Money”. Um único acorde e a plateia é levada ao delírio.

Com arranjos extensos e emblemáticos, o artista divide o espetáculo em duas partes. Entre elas, um intervalo de 20 minutos para toda a banda e o público, retornando em seguida com mais 70 minutos de show. Na banda, um detalhe chama a atenção. O saxofonista, que em diversos momentos brilha ao lado de David, é João de Macedo Mello, um brasileiro de apenas 20 anos. O jovem, filho do cantor Chico Mello,  não deixa nada a desejar aos demais integrantes da banda que já acumulam anos de carreira, como Phil Manzanera e Guy Pratt.

Aos 69 anos, o cantor apresenta um repertório impecável, sem grandes produções no palco, mas com uma qualidade rara nos dias de hoje. Sua guitarra e uma única roupa durante o show de quase 3 horas são suficientes para que um artista do nível de David Gilmour envolva e emocione uma multidão à sua frente.

Nesta segunda, 14, Gilmour segue com a turnê para Curitiba, onde se apresenta no Pedreira Paulo Leminski e dia 16 em Porto Alegre, na Arena do Grêmio.