Maximus Festival 2017 une diferentes vertentes do rock e agita multidão com megaestrutura

Oito meses após a sua primeira edição, o Maximus Festival retornou a São Paulo neste sábado, 13, com a mesma força que teve durante a estreia. Cerca de 40 mil pessoas estiveram presentes no evento, que aconteceu no Autódromo de Interlagos, e reuniu bandas como Ghost, SlayerProphets of Rage e Linkin Park, nos três palcos espalhados em uma verdadeira ‘disneyland‘ do rock.

A proposta do evento é clara: entregar aos fãs de rock uma experiência única e de qualidade, junto a uma megaestrutura, que se equivale a de outros grandes festivais, como Lollapalooza ou Rock in Rio. Além dos shows, o público também encontrava atrações paralelas oferecidas pelos patrocinadores, como escalada ou espaços com instrumentos musicais. Teve até um cemitério fictício em homenagem aos astros roqueiros que partiram.

Por volta das 12h, com o público ainda chegando ao Autódromo, a banda brasileira Nem Liminha Ouviu, comandada por Tatola,  abria o festival. Em seguida, foi a vez da banda de hardcore Deadfish subir ao palco Thunderdome.

Ghost foi a segunda banda a se apresentar no Rockatansky, um dos principais palcos do festival. Os suecos, que contam com uma performance bastante sombria em seus shows, tiveram que se adaptar ao clima ensolarado que pairava sob o local por volta das 16h. O show, se visto pelo lado performático de Ghost, sem dúvidas não teve o mesmo peso dos apresentados durante a noite, mas ainda assim, não desanimou os admiradores da banda de heavy metal.

Pouco depois das 18h, com a noite chegando e uma lua cheia surgindo discretamente por trás do palco Maximus, os veteranos do Slayer davam as boas vindas ao público brasileiro. De cima, no Lounge, era possível ver o mar de gente que se formava para a tão aguardada apresentação. A banda, que já se apresentou por aqui inúmeras vezes, demonstra bastante familiaridade com os fãs brasileiros. O vocalista e baixista Araya arrisca até mesmo algumas palavras em português: “Galera de São Paulo, estão se divertindo?”, disse sorridente. As novidades são poucas com relação aos shows anteriores, mas o som devastador faz com que as apresentações do Slayer tenha sempre um gosto de primeira vez. Clássicos como “Disciple“, “Black Magic” e “Angel of Death“, agitaram a plateia sedenta por rock.

O rap, o rock e a militância do Prophets of Rage

Com pouco mais de um ano de vida, a banda Propherts of Rage, composta por Tim Commeford, Tom Morello, Brad Wilk do Rage Against the Machine, DJ Lord e o rapper Chuck D do Public Enemy e o rapper B-Real, do Cypress Hill, ficou encarregada de encerrar as atividades do palco Rockatansky.

A junção dos artistas traz consigo uma única intenção: levantar críticas sociais e políticas e revolucionar por meio da música. Com poucas inéditas, os integrantes formam grande parte do setlist com faixas de suas antigas bandas. Isso também reflete no palco, mesmo com um misto de personalidades, impedindo de criar, musicalmente falando, algo inovador, mesmo com a alta capacidade dos músicos envolvidos.

Durante a apresentação, os protestos da banda não ficaram apenas nas músicas. O grupo formado pouco antes da eleição de Donald Trump nos Estados Unidos, também demonstrou apoio ao Brasil, durante esse difícil período na política do país. Trajando um boné do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra), Morello por diversas vezes virou a guitarra mostrando ao público a frase “Fora Temer”, escrita atrás do instrumento.

Músicas como “Fight The Power”, do Public Enemy e “Seven Nation Army”, do White Stripes, empolgaram a plateia. Porém, por diversas vezes durante o show, em especial nos momentos tomando apenas pelo rap, muitos demonstraram-se desconexos com a apresentação e usaram o momento para caminhar em direção aos outros espaços.

Nostalgia e empolgação

Imagem Divulgação
Imagem Divulgação

Se na primeira edição do festival, em 2016, o público assistiu à  explosiva apresentação do Rammstein no encerramento, desta vez, puderam presenciar e sentir a nostalgia entregue ao palco pelos americanos do Linkin Park – banda do Nu metal, que explodiu em meados dos anos 2000. E a escolha foi certa!

A diversidade de pessoas que passaram o dia assistindo a shows de diversos subgêneros do rock, se juntaram em frente ao palco Maximus para a apresentação dos americanos.

Pontual, a banda entrou ao palco às 21h. Durante a apresentação, uma avalanche de hits foi reproduzida por Chester Bennington, Mike Shinoda e os demais integrantes do Linkin Park. Entre as faixas de sucesso, tiveram “Breaking the Habit”, “One Step Closer” e “Faint”. Além disso, músicas do novo álbum, One More Light, que será lançado na próxima semana, também marcaram presença no show. Na ocasião, os músicos apresentaram “Heavy”, atual single, e “Battle Symphony”.

A apresentação de uma hora e meia foi encerrada com o sucesso “Bleed It Out”, levando as milhares de pessoas presentes, entre adultos e fãs mais novos, ao delírio.