Maximus Festival: Rammstein encerra evento com show apoteótico

Crédito: Estúdio Gaveta
Crédito: Estúdio Gaveta

Em São Paulo, o feriado de 7 setembro foi marcado pelo acontecimento da primeira edição do Maximus Festival no Brasil. O evento, inteiramente destinado ao público de rock e metal, trouxe ao Autódromo de Interlagos mais de 12 horas de shows, nacionais e internacionais, distribuídos em três grandes palcos, e teve como headliners a banda Rammstein e o norte-americano Marilyn Manson.

Além dos quinze shows programados no line up, o festival contou com um amplo número de atividades ao ar livre, espalhadas pelo espaço de mais de 600 mil metros quadrados, como exposições, área gastronômica, estúdio de tatuagem, loja de vinil e brinquedos radicais fornecidos pelos patrocinadores. A estimativa de público foi de, aproximadamente, 25 mil pessoas.

Pontualidade, sol e rock’n roll

A previsão para esta quarta-feira, 7, era de chuva durante todo o dia. Na fila, capas eram vendidas como água. Porém, os metaleiros presentes no local do evento foram agraciados com um clima ensolarado e céu aberto, tornando a experiência do festival ainda mais completa.

Com início por volta das 12h, os brasileiros do Ego Kill Talent – banda que conta com Jean Dolabella (ex-Sepultura) -, abriram o palco Thunder Dome. Na sequência, foi a vez da banda finlandesa Steve ‘N’ Seagulls inaugurar um dos palcos principais, o Rockatansky, com versões caipiras de grandes clássicos do metal.

Já no fim da tarde, foi a vez da banda de metalcore galesa Bullet for My Valetine entrar em cena. Apresentando parte do seu disco “Venom”, lançado em agosto de 2015, os ingleses apresentaram um som limpo e agradável, cativando grande parte da plateia, que manteve os olhares fixos para o palco durante todo o show.

Os americanos do Disturbed também seguraram bem o papel de pré-show, antes dos dois espetáculos mais aguardados da noite. Entre uma faixa e outra, a banda apresentou grandes sucessos, como o clássico “Stricken” e faixas mais recentes do álbum “Immortalized”.

Manson agrada, mas Rammstein hipnotiza

Quase dez anos desde a sua última passagem pelo país, Marilyn Manson retornou a São Paulo como atração principal do palco Rockatansky. Com uns quilos a mais, o cantor apareceu sob o cenário mais discreto, de blazer e cabelo curto, mas com o mesmo sarcasmo de sempre. Aos 47 anos, o cantor definitivamente já não não possui a mesma energia para gritar ou escandalizar sob o cenário de tempos atrás, mas ainda assim, se esforça para entregar um bom show e mantém um timbre de voz impecável.

Na setlist, Manson faz um resgate de sua discografia, e apresenta faixas de álbuns marcantes, como “Antichrist Superstar” e “Born Villain”, indo até o mais recente “The Pale Emperor”, lançado em 2015.

Entre os poucos momentos de descontração do cantor, algumas brincadeiras são feitas. “Vocês estão drogados? Pedirei para prendê-los“, disse em tom sarcástico.

Logo após “mOBSCENE”, Marilyn preparou uma homenagem a David Bowie, que morreu em janeiro deste ano, vítima de câncer. Vestido de dourado, o roqueiro apresentou de forma bastante peculiar um cover de “Moonage Daydream“. Porém, a euforia tomou conta do público em “Sweet Dreams“, fazendo muita gente correr de todos os lados do autódromo para escutar o clássico  do álbum “Smells Like Children” (1995).

 

Na sequência, com o fim da apresentação de Manson, a seguinte mensagem aparecia nos telões: “Aproveitem o show e não se preocupem em gravá-lo“. O recado era da banda Rammstein, que em poucos minutos, encerraria o festival no palco Maximus.

Em sua terceira passagem pelo Brasil, a banda alemã fez uma apresentação de cair o queixo, regada de pirotecnia e luzes, além do setlist levado com facilidade e total domínio pelo vocalista Till Linderman.

Logo na abertura, com a faixa homônima “Rammstein”, a banda conseguiu mostrar o que viria ao longo dos próximos minutos. Os sucessos “Ich Will” e “Du Hast” também estiveram presentes.

Com fogos, plataformas que se movem e fortes luzes, a banda não poupa esforços para impressionar. Toda a megaestrutura casa muito bem com a forma em que os integrantes se portam no palco. São danças bizarras e trocas de figurinos que seguem um roteiro bem elaborado. Tudo entregue de forma grandiosa.

Um dos grandes momentos fica por conta de “Engel”, onde o vocalista aparece sob o palco com grandes asas, e pendurado, sobrevoa o palco durante a música. A banda se despediu do público às 22h30, com a faixa em espanhol “Te Quiero Puta!”.