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Mesmo após o incidente na turnê brasileira de Mariah Carey, que culminou no cancelamento de toda a agenda da cantora na América do Sul, o trio italiano Il Volo, escalado para abrir os shows da estrela no país, desembarcou por aqui para compromissos com a imprensa local e divulgação do novo álbum “Notte Magica – A Tribute To The Three Tenors“. O Material é um tributo gravado em homenagem aos Três Tenores, e conta com a participação especial de Plácido Domingo, que integrou o aclamado trio ao lado de José Carreras e Luciano Pavarotti.

Os jovens tenores Piero Barone, Ignazio Boschetto e Gianluca Ginoble conquistaram o mundo em 2009 com suas vozes e estilo bastante peculiar, trazendo características pop e uma imagem marcante à música clássica. O seu primeiro álbum homônimo, lançado em 2010, estreou na Billboard 200 na 10ª posição, e na primeira posição no ranking de álbuns clássicos. No total, o grupo já conta com 8 álbuns lançados, incluindo o mais recente, “Notte Magica” (Noite Mágica”). 

O caçula do trio Gianluca, de 21 anos, falou com o Portal da Música e contou sobre a relação do Il Volo com o Brasil, além das preferências musicais e o novo disco. Confira:

Vocês três são bem jovens, e como reflexo disso, também atingiram um público jovem. Algo não muito comum na música clássica. Como vocês enxergam o papel do Il Volo dentro do gênero, incluindo o fato de conseguirem fazer com que jovens escutem esse estilo de música?
Gianluca: Bom, foi Pavarotti e muitos outros grandes tenores que abriram as portas para esse gênero musical até que chegasse até nós. Mas como sabe, são sempre os adultos que cantam. Eu acredito que todo o sucesso que tivemos está atrelado ao fato de sermos jovens cantando música clássica. E isso, sem dúvidas, também foi um ponto crucial para que tivéssemos um público mais jovem se interessando por esse estilo. E isso é ótimo!

E vocês já sofreram algum tipo de discriminação no meio por serem tão jovens?
Gianluca: Não, pois temos uma personalidade forte e sempre fizemos um bom trabalho. Acredito que quando se faz boa música, não há discriminação. Queremos apresentar algo diferente e temos a vontade de fazer acontecer!

Além da música clássica, o que vocês costumam escutar?
Gianluca: Nós gostamos muito de Bruno Mars, Lady Gaga, Justin Bieber e tudo o que qualquer jovem da nossa idade também escuta.

Vocês já estiveram outras vezes no Brasil. Qual a importância de nosso pais na carreiro do Il Volo e como vocês o vêem?
Gianluca: A coisa mais linda é ver meninas e meninos de 5 ou 6 anos até avós de 80, 90 anos em nossos shows por aqui. Isso é algo impagável. Sempre levamos com a gente toda essa alegria e beleza do Brasil. É incrível.

E já conhecem algo da música brasileira?
Gianluca: Sim. Não muito da música pop atual, mas me apaixonei da música dos anos 70 graças a Frank Sinatra. Conheci Antônio Carlos Jobim (Tom Jobim), João Gilberto e muitos outros. Eu adoro!

Vocês gostariam de gravar algo em português?
Gianluca: Sim. Gostaríamos muito de gravar em português e isso, com certeza, acontecerá um dia.

Antes de finalizarmos, vocês podem falar do novo álbum, “Notte Magica”? Como foi a experiência de gravar ao lado de Plácido Domingo?
Gianluca: Nossa! Cantar com um ídolo é sempre a realização de um sonho, e nós conseguimos isso. Somos eternamente gratos a Plácido Domingo por nos apoiar nesse novo trabalho que ficou lindo.

Depois de gravar com Plácido, ainda há algum outro ídolo que desejariam gravar?
Gianluca: Sim, claro. Não posso te falar um específico, pois são muitos, de verdade. Mas seria interessante talvez gravarmos agora com algum ídolo pop. Experimentarmos algo diferente. Seria muito legal. Quem sabe?