Com ingressos esgotados, Anitta divide palco com Maluma em SP

Imagem por Sebah Nunes / Portal da Música

Desde que Anitta anunciou a vinda de Maluma ao Brasil, há poucos meses, como seu convidado para duas apresentações especiais, as expectativas dos fãs foram as maiores possíveis. Prova disso é que o show na capital paulista, inicialmente marcado para acontecer na casa Audio Club, com capacidade para 3.000 pessoas, teve que ser realocado para o Espaço das Américas, dobrando a quantidade do público. E o resultado não poderia ter sido outro: ingressos esgotados e uma multidão de pessoas ansiosas para ver o encontro dos intérpretes de “Sim ou Não“.

Após a passagem pelo Rio de Janeiro, o show intitulado “Anitta convida Maluma” desembarcou em São Paulo na madrugada desta segunda-feira, 1, feriado nacional. Com cerca de 15 minutos de atraso, Anitta subiu ao palco ao som de “Não Para” – um dos primeiros sucessos da cantora, lançado em 2013.

O setlist, apesar de não fugir muito do que já é apresentado nos demais shows, é um verdadeiro bombardeio de hits e não decepciona nem um pouco os presentes. Faixas como “Meiga e Abusada“, “Deixa Ele Sofrer” e “Bang” fazem parte da apresentação enérgica. Além disso, Anitta também abre espaço para as suas parcerias com outros artistas brasileiros, como “Blecaute”, gravada junto à banda Jota Quest e “Loka”, single mais recente da dupla Simone e Simaria.

A cantora também relembrou, em formato acústico, algumas músicas do início de sua carreira. “Essa vai para quem me acompanha desde o início. Quem sabe canta, e quem não sabe, finge que sabe”, brincou Anitta, antes de dar início às faixas “Eu Vou Ficar“, “Fica Só Olhando” e “Proposta“.

Focada em ampliar o seu trabalho para o mercado internacional, a artista investiu em um novo cenário para as apresentações, com uma estrutura de dois andares, posicionando a banda no piso superior e dando mais flexibilidade ao balé e também às saídas do palco, feitas normalmente pelas laterais.

Brasil e Colômbia

Mesmo com todo o sucesso de Anitta, o público aguardava ansiosamente a entrada de Maluma ao palco. E isso só aconteceu na 19ª música. Assim que os primeiros acordes de “Sim ou Não” foram ouvidos, gritos enlouquecidos e milhares de luzes de celulares tomaram conta do local.

O astro colombiano apareceu vestido de preto e óculos escuro. Uma falha imperceptível em seu microfone, nos primeiros segundos, foi resolvida rapidamente após a sinalização do cantor, que logo se juntou à Anitta com danças pra lá de provocantes. “Beija, beija, beija”, pediu a plateia, com a esperança de que o selinho dado no Rio de Janeiro, se repetisse na noite paulistana. Mas a dupla logo desconversou, dando sequência ao show.

Como esperado, Anitta cedeu alguns minutos exclusivamente a Maluma, que teve a chance de apresentar mais do seu trabalho ao público brasileiro. O pequeno setlist contou com dois grandes sucessos do cantor, “Borro Cassette” e “Sin Contrato“, além das parcerias “Vente pa’ca“, com Ricky Martin e “Chantage“, gravada com Shakira. A sua música de trabalho mais recente, “Felices los 4“, ficou de fora do repertório.

Ao fim do espetáculo, a dupla voltou a se juntar novamente para o bis, encerrado com “Sim ou Não“.

Excesso de auto-tune

Já não restam dúvidas sobre a capacidade e poder de Anitta na indústria fonográfica. A cantora, que veio do funk e conseguiu resgatar o gênero pop no país, sabe o que é preciso para ter sucesso. Além de uma videografia impecável, a artista entrega um show completo e empolgante, com muita dança e sucessos chicletes. Mas algo não conseguiu passar despercebido durante a sua apresentação em São Paulo: o excesso de auto-tune na voz pôde ser notado em grande parte das músicas.

Basta acompanhá-la nas redes sociais para saber que Anitta não para um minuto. Com uma agenda agitada e, muitas vezes, mais de um show ao dia, a artista tem pouco tempo para o descanso. Talvez, esse seja o motivo pelo qual ela decidiu adotar o auto-tune em seus shows.

O dispositivo que têm como função principal fazer correções na voz, é cada vez mais utilizado por cantores em todo o mundo. Mas no caso da brasileira, o uso talvez tenha tenha sido extrapolado. Em algumas músicas, a voz da cantora soava completamente distorcida e robótica. Algo que com alguns ajustes junto à equipe técnica, pode ser resolvido!

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