Jão arrasta multidão na estreia da “Superturnê” em SP e mostra que é o maior fenômeno pop nacional da geração Z

Ingressos esgotados, uma estrutura descomunal e milhares de jovens reunidos em um estádio a espera do ídolo. Esta é uma cena comum quando se trata de shows internacionais por aqui. Mas a estrela da vez não era nenhum gringo. O Allianz Parque, localizado na zona oeste de São Paulo, recebeu neste sábado (20) a estreia da Superturnê do brasileiro Jão.

Aos 29 anos, o cantor vive atualmente o maior desafio da sua carreira e também finca uma nova etapa na indústria de shows brasileiros: uma turnê inteira dedicada a estádios e arenas.

Cerca de 50 mil pessoas acompanharam a primeira, das duas datas marcadas na capital paulista. E nem mesmo a forte chuva que caia na cidade foi suficiente para abalar a apresentação, que teve início às 21h10, após uma contagem regressiva no telão.

Ao som de “Escorpião” – faixa que abre também o seu disco mais recente, SUPER, lançado em 2023, Jão surgiu em meio a imensa passarela, dividida em três partes, que contempla quase toda a pista premium.

Foto por Iris Alves

O repertório é extenso e passeia por todos os álbuns em estúdio lançados pelo artista, incluindo Lobos (2018), Anti-herói (2019) e Pirata (2021).

Visivelmente emocionado, Jão resgatou também algumas músicas que não apresentava há um tempo, como “Monstros”, de seu disco de estreia. “Essa música eu não canto há 6 anos. Eu prometi que só voltaria a cantá-la quando esse momento chegasse”, declarou o cantor.

É interessante ver como o brasileiro consegue se comunicar, e se conectar, de forma profunda com o público através de suas letras, que em sua grande maioria fala de amores e desamores. Todas as músicas são cantadas em uníssono.

Foto por Iris Alves

A autenticidade também é algo a se destacar. Jão está claramente mais a vontade em cima do palco e isso está impresso na desenvoltura, diálogos e figurinos.

Mas todo esse sucesso não foi repentino. Desde o início da carreira, quando se apresentava em casas de shows menores, o artista mantinha um cuidado com o conceito e a entrega visual de seus shows, que sempre acompanharam fielmente as “eras” de seus álbuns.

Agora não é diferente. Em a “A Última Noite”, por exemplo, Jão foi erguido por uma corda até o topo do telão, que simulava um prédio, e cantou por cima do público enlouquecido. Já em “Locadora”, ele levou poltronas de cinema ao palco e promoveu um momento mais intimista junto à banda.

Sucessos como “Pilantra”, “Idiota”, “Imaturo”, “Me Lambe” e “Meninos e Meninas” também estiveram no show de quase duas horas.

Depois de São Paulo, a “Superturnê” avança para as demais regiões do Brasil, com datas agendadas em Curitiba, Belo Horizonte, Florianópolis, Porto Alegre, Salvador, Fortaleza, Recife, Brasília, Goiânia, Rio de Janeiro, Belém e Manuas.